Como sabemos, o nosso planeta se encontra na chamada zona habitável, uma região do espaço interplanetário cuja distância do Sol cria as condições necessárias para a existência de vida. Agora, um novo modelo desenvolvido por Marcos Jellinek, da Universidade da Colúmbia Britânica, e Matthew Jackson, da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, sugere que devemos levar em conta um outro parâmetro na hipótese da habitabilidade planetária: sua composição química global.
Segundo os pesquisadores, esta influi na abundância de urânio, tório e potássio em suas rochas, que regula seu calor interno radioativo e a formação das placas tectônicas, nas quais, por sua vez, determinam a presença de atividade vulcânica e a emissão de dióxido de carbono (CO₂) na atmosfera. Os resultados foram publicados na revista Nature Geoscience.
Até algumas décadas atrás, o estudo da composição química terrestre baseava-se no modelo de informação contida nas condritas, meteoritos rochosos que eram considerados os “tijolos” de nosso planeta. No entanto, uma série de estudos sobre a análise da relação entre dois isótopos de neodímio, 142Nd e 144Nd, demonstrou que as substâncias de nosso planeta poderiam diferir das contidas nas condritas, o que ocasionou novas problemáticas sobre a origem da Terra.
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